É frustrante quando a pessoa que amamos muda e se torna resistente. Mas e se o comportamento "difícil" for, na verdade, um pedido de ajuda silencioso? Vamos olhar para além da resistência.
Muitas famílias sentem-se culpadas por acharem o seu familiar "difícil". A primeira coisa que precisa de saber é: o comportamento de um idoso raramente é um ataque pessoal. É, quase sempre, uma reação à perda de controlo, à dor ou ao medo. No Sítio da Luz, aprendemos que, atrás de cada não, existe uma emoção que precisa de ser validada, não combatida.
Quando a paciência esgota, tente perguntar-se: "O que é que ele está a sentir agora?" Normalmente, a resposta encontra-se nestes pilares:
A resistência é, muitas vezes, uma tentativa desesperada de segurar os últimos pedaços de autonomia perante um mundo que lhes pede cada vez mais permissão.
A irritabilidade é, frequentemente, o grito de um corpo que sofre, mas que já não encontra as palavras certas para localizar a dor.
O declínio cognitivo gera uma ansiedade profunda. O comportamento "teimoso" é muitas vezes uma armadura contra o medo de deixar de ser quem sempre foram.
A nossa prática diária mostra que a calma vence o confronto:
Sentir exaustão é humano. O nosso papel no Sítio da Luz é ser esse porto seguro onde a resistência se dissolve em rotinas de paz. Quando a técnica do cuidado se une à paciência infinita, o familiar volta a ser apenas o seu familiar, e não o "paciente difícil".
Estamos aqui para aliviar esse peso.
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